VERGONHA: Banco Real leva duas horas para atender
Acabo de chegar da agência Rio Branco do Banco Real. Uma pequena conta da minha empresa, sem código de barra que pudesse pagar em algum posto popular, me fez entrar neste banco para realizar o pagameto com data de vencimento no dia de hoje. Apanhei a senha 380 com registro de 15:45h. Olhei para o quadro e estavam chamando o cento e sessenta e poucos. Logo disse: isso não vai acabar bem.
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Passados 25 minutos, não me contive e, meu direito de cidadão falou mais alto. Liguei para o Procon e em poucos minutos chegava a agência o fiscal Sr. Vinícius. Ele me reconheceu e começamos a preencher um formulário, já com a presença do Sr. Márcio, gerente de atendimento da unidade. O tempo passava mas, o letreiro não. Muitas pessoas revoltadas, pois lá estavam mais de duas horas. Apenas quatro caixas atendiam. Sem contar o levanta-senta próprio dos funcionários. Precisamente as 17:28h, quase uma hora e meia fui atendido.
Orientado pelo fiscal, solitei ao caixa que, no próprio papel da senha, registrasse o horário de atendimento. Pronto, era a prova que precisava para concretizar o auto de infração. Entreguei ao fiscal e este se dirigiu à sala do tal gerente para autuar o Banco.
Toda pesssoa deve agir como eu agi. É direito de todos. A chamada “Lei dos 15 minutos” existe e foi respaldada por uma interpretação do STF. Dias úteis, 15 minutos é o máximo. E vespera de feriado passa para meia hora. Se o cidadão notar que passou dos quinze minutos, não precisa chamar o Procon. Basta solicitar que o caixa, carimbe no verso do papel da senha, o horário de atendimento. É também seu direito. Exija.
Poucos sabem desse direito. Quando a Câmara Municipal fez a Lei, deveria obrigar que esta informação fosse afixada nas agências, com letras garrafais.
De posse dessa prova, vá ao Procon e entregue este documento de comprovação que a agência descumpriu a lei. Mas, você me diz: não vou perder meu tempo. E eu respondo: e o tempo que você perde para pagar uma mísera conta?
Eu fiz a minha parte. Faça a sua também. Todos fazendo, vamos conseguir consertar muita coisa.
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1 de dezembro de 2009 às 22:16
Fica apenas uma pergunta: será que o PROCON atende dentro dos 15 minutos estipulados pela lei? Atendimentos no JF Informação costumam levar horas também… Como fiscalizar uma lei municipal que nem mesmo a Prefeitura respeita? Acho no mínimo incoerente…
2 de dezembro de 2009 às 8:36
Ola Guilherme, obrigado pelo comentario.
O PROCON nao precisa ir ao banco para autuar. O cidadão leva a senha com o horario de chegada e atendimento e leva ao orgão para proceder a reclamação.
A lei de quinze minutos é especifica para bancos e não JF Informação, PROCON, etc.
Para verificar se o municipio crumpre as leis deveriamos escolher melhor nossos vereadores. Em quem você votou ? Que tal cobrar dele?
2 de dezembro de 2009 às 14:37
Parabésn cidadão José Carlos. Na realidade, o atendimento atualdo Banco Real é fruto do controle acionário pelo Grupo Santander, um desastre que ocorre e reina no nosso País. Não recomendo “provar” da desgraça que é ser cliente Santander.
2 de dezembro de 2009 às 20:49
Primeiramente, política eu não gosto nem de discutir. Nossa atual situação, faz com que desanimemos até em discutí-la. E principalmente em Juiz de Fora, que fica cada vez mais difícil escolher nossos representantes, haja vista nosso passado recente.
Mas voltando ao assunto, o que eu acho estranho é criar uma lei que regule o atendimento bancário, mas não o PRÓPRIO ATENDIMENTO. Assim fica fácil, e nos faz lembrar um velho jargão: faça o que falo, mas não faça o que faço!
Quanto ao fato de o PROCON não precisar ir até à instituição, eu tenho conhecimento.
3 de dezembro de 2009 às 0:29
E além do mais ficam algumas perguntas: será que todos os dias o atendimento é demorado como citado no artigo? Será porque era dia 30, ou nos primeiros 5 dias úteis do mês? Será que somente o Banco Real possui atendimento demorado, ou outras instituições neste mesmo período também sofrem com a demora no atendimento?
Concordo que o sistema bancário ainda precisa passar por mudanças. No entanto, jamais concordarei em generalizar que o atendimento do Banco Real (em especíco) é ruim, como ficou explícito no artigo. Talvez escrever um artigo baseado na demora no atendimento dos bancos (como um todo) não DENEGRISSE a imagem de nenhuma instituição por si só, sendo uma forma mais JUSTA de se tratar o assunto.
Para ilustrar minha opinião com dados, o Banco Itaú, seguido pelo BB, estão na liderança absoluta de reclamações procedentes no Banco Central e no Procon.
3 de dezembro de 2009 às 0:56
Concluindo, acho que todo cidadão tem o direito e o dever de lutar por seus direitos. Todas as infrações cometidas que lhe prejudiquem devem ser denunciadas. Exijam seus direitos!
No entanto, devemos nos cuidar para que não sejamos injustos, e dessa forma prejudiquemos apenas uma única instituição. Para isso devemos utilizar embasamento estatístico, pois com números não se discute.
3 de dezembro de 2009 às 10:09
Sr. Guilherme:
1. Na semana anterior, o PROCON já havia autuado esta agência por descumprimento a lei. Não era “primeiros cinco dias” nem “dia 30″. Até se fosse. A lei diz sobre tolerância: 15 minutos em dias normais e 30 em vespera de feriado.
2. O caso aconteceu comigo e se tivesse em outra agência, de outro banco agiria da mesma forma.
3. Particularmente, sempre achei o atendimento do Banco Real péssimo e nunca enfoquei em meus artigos. Poderia ir a outro banco mas, na verdade, todos tem um atendimento sofrível. Um comentário do Sr. Márcos Guerra, publicado acima, comunga da opinião em relação ao Real.
4. O senhor acha JUSTO, o cidadão ficar duas horas em uma fila bancária? Creio que o senhor não frequenta filas bancárias, pois sua defesa veemente me leva a crer que se trata de alguém de forte ligaçao com o Banco Real.
5. Em nenhum momento, em 39 anos de jornalismo, usei de meus artigos para denegrir imagem de pessoas e/ou empresas. Relatei um fato, que por coincidência, aconteceu comigo.
6. O senhor cita “embasamento estátistico”. Isso, senhor Guilherme é altamente perigoso. Vejamos as estátisticas políciais: “A cidade tal, teve em 2008, 123 assassinatos. Segundo estatísticas da Polícia, o número está dentro da normalidade”. Santo Deus, 123 mortes por assassinatos são consideradas normais? Normal é não ter nenhum assassinato.
Outro exemplo: “A Policia Rodoviária Federal divulgou que neste ultimo feriadão morreram nas estradas que cortam Minas, 250 pessoas, o que é considerado normal tomando por base as estatisticas”. NORMAL 250 pessoas perderem a vida em 3/4 dias ?
Bancários (me parece que o senhor está em nível de gerência), trabalham com números, estatisticas. Nós jornalistas, trabalhamos com fatos. O fato que gerou o artigo é: BANCO REAL LEVA DUAS HORAS PARA ATENDER. Isso aconteceu comigo e com dezenas de pessoas neste dia. E na semana anterior, conforme registros do PROCON, a mesma agência cometeu o mesmo ilícito.
Em continuar assim, o Banco Real logo estará ao lado das duas mais reclamadas, conforme sua citação. Ou seja, já estará nas “estatisticas”.
6. O sistema bancário cada vez mais tem aumentado seus lucros e sempre diminuindo o número de pessoas. Isso não é de hoje. Os sindicatos, e não meus artigos, tem falado disso há anos. Acho, que o senhor, aparentemente sendo bancário, deveria também se unir a esta luta para mais contratações.
Por fim sr. Guilherme, espero que o senhor (gerente ou não), cuide ao máximo para que sua agência não repita tal fato, pois não só eu como qualquer pessoa que se sentir lesada em ficar tanto tempo na fila, irá acionar o PROCON. Espero, que com seu empenho, o REAL não venha a figurar nas ESTATISTICAS e possa servir bem a seu público. Isso é o que eu e o povo desta cidade esperamos.
Faço o meu papel. Façam o de voces.
Respeitosamente…..
3 de dezembro de 2009 às 18:48
Sr. José Carlos, primeiramente quem escreve é o Guilherme cidadão, e não o Guilherme funcionário do Banco Real. Acho que o Sr. não entendeu muito bem, pois em momento nenhum discordei do fato de o Sr. ter reclamado seus direitos. Isso é direito seu, e se a instituição errou, tem que pagar pelo erro. No entanto, na condição de jornalista, o Sr. deveria admitir que errou ao publicar o artigo da forma que foi publicado. Um jornalista que se preze não utiliza sua própria opinião como veículo de comunicação, a fim de denegrir a imagem de uma instituição. Como também é de seu conhecimento, isso fere o código de ética de sua profissão. Aonde está a imparcialidade que o Sr um dia jurou???
Repito novamente que CONCORDO QUE O SISTEMA BANCÁRIO PRECISA PASSAR POR MUDANÇAS. Inclusive, o Sindicato que o Sr. refere acima me possui como membro desde que me tornei bancário.
Outro fato que gostaria de deixar claro, é que ao contrário do que O SR AFIRMA EM SEU ÚLTIMO COMENTÁRIO, A REFERIDA AGÊNCIA NÃO É MEU LOCAL DE TRABALHO.
Lamento também que o Sr tenha essa aversão a nosso sistema financeiro, pois ao contrário de sua opinião, temos o sistema bancário mais desenvolvido do planeta. Tenho a certeza de que os bancos têm papel fundamental no desenvolvimento de qualquer economia.
Prometo não mais comentar nenhum tipo de artigo, pois pude perceber que a parcialidade impera neste site, e não gosto de me expor para casos tão simplórios.
Diante desses e de outros equívocos cometidos pelo Sr, devolvo-lhe os conselhos de cuidado! Afinal, como bem sabemos, uma pessoa ligada à política como o Sr. pode ser mal interpretada por vários leitores em artigos como este. Talvez as urnas das últimas eleições digam por mim!
Respeitosamente
3 de dezembro de 2009 às 21:40
Sr. Guilherme (cidadão) ou Lemos (agora pude ligar os nomes: amigo de meu filho e gerente do Banco Real – e diga-se jovem profissional que tenho o maior respeito. Engraçado, que em nenhum momento você diz isto).
Mais uma vez, perco meu precioso tempo em responder-lhe. Isso faz parte da minha profissão desde os 14 anos.
Neste blog e nas emissoras de TV e radio que passei, sempre me pautei em tornar publico o que recebo e o que falo. Os fatos registrados em órgãos competentes, me fazem ter direito de tornar público.
Não tenho aversão ao sistema financeiro. Por mais, que notoiriamente seja um câncer necessário em qualquer economia mundial. Apenas, não aceito ter um tratamento indigno por parte de qualquer agência de qualquer banco.
Onde errei da forma que foi publicado? Queria o senhor que omitisse a instituição que o senhor representa e que além de tudo, comete um crime (desobedecer leis me parece ser crime.) ? Por que esconder que o fato aconteceu no Banco Real ?
O senhor me diz que não escreve como funcionário do banco e sim como cidadão. E eu respondo: não citei o Real como jornalista e sim como cidadão que ficou uma hora e meia em uma fila desumana e criminosa, pois feria uma lei. O senhor pode usar o direito de cidadão. Eu, não?
Se algo o senhor acha que extrapolei de meu direito de cidadão e profissional, por favor, me interpele na Justiça.
Nunca, irei esconder procedimentos tomados junto aos orgãos competentes. Nunca escondi em 39 anos de limpa profissão e não será um jovem gerente que me fará agir dessa forma.
Me prezo sim. Com muito orgulho. Não tenho curriculum…..tenho história. De muitas páginas e serviços prestados ao povo, especialmente desta cidade, muito antes do senhor chegar a esse mundo. Quanto mais se tornar um gerente de banco.
Quanto ao código de ética de minha profissão, repito: me interpele na Justiça.
O site é democrático. Não é parcial. Sigo condutas e leis e não amores por uma instituição. O site serve para tornar público FATOS, estes registrados nos órgãos competentes.
Fique a vontade de comentar. Toda virgula que o senhor remeter para este site, como tem sido, será tornado público, sem mudar nada. Como sempre fiz.
Conselhos de que tome cuidado ? O que é isso? Soa como ameaça ?
Não sou ligado a política senhor Guilherme, como diz em seu comentário. Concorri duas vezes, o que também é público e público é, que não concorrerei mais. O povo não aprovou. Respeito.
Mas, nunca sr. Guilherme, deixarei de colocar publicamente, como articulista, os FATOS e minha opinião sobre qualquer fato. Nunca recebi ofensas e nem ameças nesses 39 anos de profissão, não será um jovem gerente que me intimidará. Muito pelo contrário. Tanto que todo este diálogo está sendo remetido à direção do Banco para conhecimento.
Respeitosamente.
P.S. Lemos (amigo de meu filho e quem eu nutria uma grande admiração). Muitos anos ainda virão para que você, como jovem gerente (diga-se merecido o posto pela sua competência), aprenda a ter experiência. Infelizmente, só agora fui ligar seu nome a pessoa. Sua conduta, um dia, será interpretada por seus superiores não como defesa da instituição, mas sim como falta de equilibrio para se relacionar com o sociedade representada pelo povo e pela imprensa.
Espero que, um dia, antes que isso aconteça, reverta esta situação e possa a ter o equilibrio que exige sua profissão.
6 de dezembro de 2009 às 23:13
Sr. José Carlos, prometi em meu último comentário que não mais comentaria. No entanto, não dá para ler o que o Sr . escreve e simplesmente ficar mudo. Queria apenas dizer que o Sr. pode ficar à vontade para enviar essa nossa discussão para quem quiser. Tenho total consciência de que não fiz nada de errado. Simplesmente defendi minha opinião, que diga-se de passagem o Sr. deveria respeitar também. Lembre-se de que vivemos em um país democrático.
Não vou mais prolongar este assunto, pois também não tenho tempo a perder. Sugiro apenas que na próxima vez, o Sr. leve em consideração outras opiniões. Talvez dentro de sua própria casa tenham pessoas que pensem totalmente diferente do Sr., e que sempre foram, e serão muito bem atendidas dentro do Banco Real. Nosso objetivo sempre foi atender nossos clientes da melhor forma possível, e é lamentável que o Sr. pense o contrário.
Cordialmente,