Será que ninguém vê ?

Já há algum tempo que tenho sido cobrado por deixar de escrever.
Não sei se foi a morte da Hilda que me fez postergar ou até mesmo tanta coisa errada que vejo no dia a dia e que me encontro “seco’ para transformar, claro, em críticas.
A política, a polícia, o trânsito e seus “engenheiros de obra pronta” que usam da mídia para se promoverem, publicando comentários óbvios. A área de trânsito, esta cheia de caciques sabichões. E o nosso doente cada vez pior.
Teimava em ser contra, agora vemos alguns comandantes pregando a importância dessa política de segurança. Algo praticado em todas as grandes cidades do mundo.
Mas, o que vemos na prática são policiais despreparados, que andam pelas ruas como se fossem Rambos, de cara amarrada para o cidadão de bem. Que policial comunitário é esse?
Enfim, gostaria muito de “deixar prá lá”. Afinal o povo já tem seus representantes no legislativo. Mas, meu sangue de jornalista, desde os 13 anos, faz com que mais que a profissão a justiça fale mais alto e minha única saída é denunciar, me expor, criticar e mostrar o quanto nossos agentes erram ou fingem que não estão vendo.
Na primeira foto, na Rua São Mateus, no dia 30 de junho, às 12:57h, uma cegonha parava o trânsito procurando desviar dos fios de telefone que cortam a via.
Detalhe: em frente ao Posto Policial que em momento algum se pronunciou.

Na segunda foto, no mesmo dia, horas depois (14:48h) resgistra na Av. Rio Branco a posição irregular de um veículo transportando madeira, quase tombando.
Detalhe: se tombasse seria em cima de uma viatura policial que estava ao lado. O que os policiais fizeram? Não viram ? Eu vi.

Por esta e por outras é que a violência cresce, o trânsito impossível e a linha de trem na sai, multas e mais multas para os incautos que param em algum lugar proibido (mesmo que seja com um metro dentro do limite) para engrossar os cofres municipais, brigas de gangues na Internet avisando quando e onde vão agir.
Enquanto isso o prefeito não vê uma cidade com Dengue. Um Hospital que não passou de uma placa. Um sistema de saúde sem médicos. Uma cidade suja. E ainda chama isso de “Nova Juiz de Fora”.
Por outro lado, o povo assiste aos seus representantes no Parque Halfeld, como de costume, distribuindo moções e títulos de cidadania (até a gestora de museus em São João Del Rey e Belo Horizonte foi agraciada), enquanto outros que muito fizeram por nossa cidade, não receberam uma virgula de homenagem (leia-se José Carlos Lery Guimarães, Waltencyr Lawal, Hilda Baptista, Nery Mendonça e tantos outros). Paciência Juiz de Fora! Saiba que eu e muitos dos milhares de seus filhos ou não, continuamos a te amar. Por isso cobramos de quem não te ama.