Mais que competência a administração municipal tem que ter vontade

Deus é testemunha como eu queria ocupar este espaço elogiando, propondo ideias, fomentando iniciativas. Vocês não imaginam como me sinto triste e desconfortável em toda semana trazer problemas e comparações.
Cheguei a pedir à diretoria do Site, na semana passada, que me desse mais uns dias, pois gostaria de escrever coisas agradáveis. Mas não me contive ao ver uma matéria – e volto ao assunto Japão, de uma estrada semidestruída pelo último terremoto e reconstruída em 6 dias. Isso mesmo que você ouviu: 6 dias. Logo depois, o veículo colocava no ar cenas do aeroporto de São Luiz do Maranhão, terra dos Sarney – dos filhos, pois o presidente do Senado é eleito pelo Amapá, que estava em péssimo estado e o técnico do governo Maranhense, anunciava que em 150 dias estaria pronto.
Ora, é o absurdo dos absurdos. Uma estrada japonesa reconstruída em 6 dias e uma pequena reforma no teto de um aeroporto, levar 150 dias.
Mas, absurdo maior é você comparar com nosso quintal. Voltemos à nossa querida “Nova Juiz de Fora” e façamos a mesma comparação.
Repito: no Japão, parte de uma auto-estrada foi reconstruída em 6 dias. E ai vez a comparação: e os buracos em frente aos pontos de ônibus da Rio Branco, Independência, Getúlio e outras vias, quando serão consertados? Em 3 dias, 150 dias?
Isso se chama vontade. Aliás, no interior dão o nome de incompetência. E não é privilégio da atual administração. Não, com Tarcísio estava assim. Com Bejani continuou. Com Zé Eduardo começaram a aumentar e com Custódio se perpetuam.
Mas que culpa tem o prefeito? Toda, pois é ele que nomeia o Presidente da EMPAV.
Falta de verba, não podem alegar. Juiz de Fora tem usina de asfalto, material humano e maquinários para uma operação imediata.
Não fecham a avenida Rio Branco para desfiles e eventos de supermercados?
Que fechem no domingo, jogando os ônibus para as laterais e façam uma operação relâmpago acabando com buracos e ondulações.
Podem fazer? Podem, mas não há vontade para tal. Senão fariam.
E é aí que entra a liderança e o poder do mandatário. Tem que querer e determinar. Façam e ponto final. Ditador? Não, competente!
Vejam o caso da Dengue. A prefeitura decidiu partir para a guerra com o mosquito e já temos uma diminuição de 77% em comparação ao ano passado.
A meu ver, as prefeituras deveriam ter um super gerente. O prefeito traçaria suas metas e partiria para abrir portas para o desenvolvimento. E o super gerente administraria a cidade, com poder inerente ao cargo. E olha que a atual administração tem gente qualificada para isso.
Então Custódio. Ta aí. Mais uma colaboração. Que tal começar com a operação de nivelamento da Rio Branco neste domingo?
Prometo que na segunda não crítico nada. Usarei este espaço para falar:

Parabéns! Parabéns! Parabén

Este podcast é publicado originalmente no www.jfnoticias.com.br

A presidenta está contenta?

Desde que Dilma Roussef foi eleita, alguns setores tem dinamitado em todos os espaços que podem, o termo Presidenta.
Ora, já vivemos em um País onde a língua é uma das mais complicadas do mundo. É mais fácil aprender o chinês do que nosso querido português. Nossa língua é complicada até em seus numerais: se começamos no um, vamos bem até o dez, por que a partir daí, ninguém entende. Aliás, como se usa no dia a dia, ficou bem mais fácil decorar. Se temos o dez-e-seis, o dez-e-sete, o dez-e-oito, o dez-e-nove, porque não temos o dez-e-um, o dez-e-dois, o dez-e-tres, o dez-e-quatro e o dez-e-cinco? Não dá para entender e até agora não veio uma explicação plausível para onze, doze, treze, quatorze e quinze.
Esse é apenas um exemplo de muitos na nossa linguagem tupiniquim.
Muitos chamam mulheres de corporação de capitã. Mas não as chamam de soldada, tenenta, majora, sargenta, generoa. Agora, assessores e alguns parlamentares insistem para que o povo chame a Dilma de presidenta. Bom, o povo tem o direito de chamar a mandatária do que quiser. Inclusive aqueles impublicáveis. Mas, o nosso povinho, que guarda material maternidade de Dengue, se nega a chamá-la de presidenta. E eles insistem.
Fui buscar no Pai dos Burros Cibernéticos (Internet) uma explicação para isso. Me socorri das explicações dos professores de português: Antonio Ferrari, Maria Helena e Rita Pascale.  E não deu outra: está errado.

Presidenta???

Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante…
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente,e não capela ardenta; se diz estudante, e não estudanta; se diz adolescente, e não adolescenta ; se diz paciente, e não pacienta.
Um bom exemplo seria: “A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas,  não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta.”
Por essas e por outras, espero que esta pequena parcela de assessores parem com essa de chamar a Presidente de Presidenta, pois isso não existe.
O que está começando a existir e a gente ficar de saco quenta.
Até o nosso próximo podcasting.

Podcasting originalmente publicado em www.jfnoticias.com.br

Graças a Deus chegamos ao fim do ano

Enfim, chegamos ao final do ano… Uai, não se diz que o novo começa depois do carnaval? Esse demorou, mas chegou.
O carnaval sempre cai em datas diferentes. Esse ano volta a acontecer em março e poucos sabem a explicação. Primeiro se define quando cai a Páscoa e depois 47 dias antes, acontece o reinado de Momo.
E como se define a Páscoa? Bom, antes de falarmos do carnaval, mais uma informação da cultura inútil, mas que não me custa nada. A Páscoa é realizada sempre no primeiro domingo, após a primeira lua cheia do outono. Portanto, procurem ver quando começa o outono. Nesse período, quando haverá lua cheia e nesta fase o primeiro domingo. Pronto, lá está o domingo de Páscoa. Desta data diminua 47 dias, a chamada Quaresma. Pronto, aí está o carnaval.
Mas, voltemos ao réveillon econômico. Algumas empresas até assumem seu calendário tendo o mês do carnaval, como número um em seus projetos. As lojas têm queda de vendas, a exceção fica com as papelarias e a volta às aulas. O êxodo aumenta em direção às praias e por aí vai. Pelo menos, vamos começar o ano econômico com boa notícia: a de que passamos o Reino Unido e a França na participação do PIB – Produto Interno Bruto. Estamos produzindo. Isso é o mais importante. Mas, não podemos esquecer o nosso quintal. Juiz de Fora produz o quê? Qual a nossa participação nesse crescimento? Vamos com toda força reinventar nossa economia local, tenho certeza disso. Mas não podemos esquecer que feriados virão para alegria de empregados e desespero de patrões, especialmente os pequenos e médios – estes sim que giram a economia local.
Dia 21 de abril é do Tiradentes, uma quinta-feira. E na sexta, claro que vem a forca, sexta-feira santa. Período em que temos os chamados fim de semana prolongado. Quer dizer, tudo para na quarta e só volta na outra segunda. Isso pra quem trabalhou na segunda, na terça e na quarta. Vamos pra maio. Nesse mês, o único feriado cai em um domingo. O dia do Trabalho. Em junho, Santo Antônio, padroeiro da cidade, já vai cair em uma segunda. Aí já é direto. Outro dia santo, Corpus Christie cai numa quinta. Vamos até setembro, esperando muito trabalho, pois o próximo feriado só o da Independência que cai numa quarta. Em outubro, outra quarta é reservada para a Padroeira do Brasil. Em novembro, Finados também cai numa quarta e a proclamação numa terça. Portanto, muitos feriados teremos para encurtar nosso já curto ano econômico.
Mas, por enquanto o mais importante é comemorar com a festa que um dia foi chamada de Festa da Carne e hoje é levado o nome a sério. Note-se o número de preservativos. Para muitos carnaval é encher a cara e comer a carne.
Aqui em nosso quintal, temos que parabenizar a administração municipal que está fazendo um belo carnaval de rua com a criação do Corredor da Folia. Afinal, qualquer criança sabe que nosso carnaval termina ao final da Banda Daki e que o resto, com todo respeito às comunidades é mera tentativa fracassada de imitar o Rio.
Parabéns extensivos ao Coronel Nazareth que estreou no Quarto Comando com o pé direito, afinal lugar de polícia é na rua e a tropa está presente, inibindo qualquer pretensão dos meliantes.
Eu prefiro descansar…
Um bom carnaval e até o nosso próximo podcasting.

Este podcasting e publicado originalmente no www.jfnoticias.com.br

O que seria da jabuticaba se não fosse plantada 10 anos antes de nascer?

Acabo de ler um relatório do Ministério do Trabalho, onde constam as 50 cidades que mais contrataram e as 50 que mais demitiram no mês de janeiro último.

Juiz de Fora está em oitavo lugar. Das cidades com saldo negativo, nossa cidade aparece entra as dez mais. São 736 postos de trabalho a menos, na diferença entre contratações e demissões. Perde para Vacaria, Franca, Sertãozinho, Fraiburgo, Aparecida de Goiânia, Pontal, Birigui, Jataí e outras pequeninas cidades.

Onde anda a Manchester Mineira?

Juiz de Fora, desde essa época, quando as indústrias deixaram de existir porque teimaram em não acompanhar o progresso, nossa querida cidade parou no tempo. Não tem uma vocação econômica. É uma cidade nadadora. Nada de turismo, nada de indústria, nada de nada.

Ah, temos uma Mercedes! Exclamam alguns poucos. E eu digo: grande merda! Vocês têm ideia de quanto custou à nossa cidade a vinda dessa empresa que prometia mundos e fundos e até agora nem chegou perto, seja no aspecto econômico como o mais importante: geração de empregos? A promessa era de gerar 1500 postos de trabalho diretos. Até agora o que temos é um grupo muito menor, temente do desemprego, pois a planta não decola. Foi muito dinheiro. A começar por ganhar o terreno. Se ela hoje fechar suas portas, a área é da empresa. A isenção de impostos estaduais e municipais. Muita coisa. Sem contar que até hoje, a Cesama nos cobra a paridade de 100% na conta d’água para o esgoto para pagar a construção da usina de tratamento da Dona Mercedes. Por que os governantes não dão a mesma isenção para 100 empresas que contratar 150 empregados? Teríamos os tais 1500 postos, mas com uma diferença: se uma delas fracassasse, outra assumiria sem perda para economia e o emprego.

Mas voltamos à nossa vocação. Qual seria? Nenhuma. O comércio segura a barra. Dependemos dos universitários que aqui vem morar e inflacionam os alugueis.  Período de férias? Um verdadeiro fracasso de vendas. Como resolver? A meu ver, com um amplo pacto político. Onde estão os nossos representantes? Fazendo política ou politicagem?

Temos um senador ex-presidente da República e ex-governador e respeitadíssimo. Temos três deputados federais muito bem capacitados (Pestana, Paulo e Júlio Delgado). Um deputado estadual calouro, mas que promete ser um ótimo representante (Bruno Siqueira). O restante não reconheço, pois não os vejo na Halfeld e prá mim, político da cidade tem que marcar ponto lá sim, para a população cobrar. O prefeito está no segundo mandato e tem larga experiência em Brasília. A meu ver está mais que na hora de se unir a este último, baixar as bandeiras partidárias e hastear a de Juiz de Fora.

O que seria da jabuticaba se não fosse plantada dez anos antes de nascer?

A hora é agora. Vejo nessa atual representação na capital e em Brasília que citei,  muito madura, o que facilita em tudo. Afinal, se preocupam ou não com nossa Princesa de Minas?

Podcasting originalmente publicado no www.jfnoticias.com.br