As imunes operadoras de telefonia
Vou acabar virando o “rei” dos processos contra operadoras de telefonia e outros bandidos que nos roubam diariamente.
Já tenho um processo contra a OI FIXO por cobrança irregular. Houve uma audiência, em primeira instância, onde a magistratura fez um “verdadeiro teatro”, criticando os advogados da operadora que não apresentavam contestação. A seguir disse que partiria para a sentença. Resultado: em duas horas expediu uma decisão favorável a empresa e não a mim. Recorri ao Tribunal na capital.
Há três meses mudei de residência e após três dias o identificador de chamadas (BINA), parou de funcionar. Reclama daqui e dali e nada . Recebi ligações com perguntas imbecis do Call Center e até agora nada. Saída: denúncia junto a Anatel. Resultado: até agora, três meses depois não funciona e ninguém faz nada.
Outro dia entro no banco Itaú da Av. Rio Branco, e como cidadão consciente dos meus direitos, apanhei uma senha. Batata! Trinta minutos para ser atendido. Avisei ao gerente que iria denunciar e ele ficou palido – já devia ser recorrente. Ao ser atendido exigi o carimbo com horário do atendimento. Já havia feito isso, e foi motivo de ampla discussão aqui no site, contra o banco Real.
Meu filho abriu uma loja de presentes e caiu na asneira de contratar o serviço banda larga da Claro. O plano consiste em fornecer acesso banda larga até o limite de 3 gigas. A partir daí é cobrado 10 centavos por megabyte utilizado. A primeira conta veio com valor de R$ 8,00 aproximadamente. Entrou no segundo mês e notou que apenas o fato de conectar já cria tráfego – lembrando que a Claro não fornece contador acumulativo. Sem nenhum programa “rodando” e sem navegar, gera um tráfego fantasma grande. Fomos testar e em uma hora já havia consumido quase 50 megas. Um absurdo! Roubo!
Reclamamos e qual não foi nossa surpresa ao saber que a conta que vence hoje e que não recebemos tem um valor de R$ 122,00 de adicional totalizando R$ 167,00, enquanto que o combinado seria R$ 44,00 até o limite de cinco gigas.
Liguei para a Claro e nada. Exigi que eles provassem o consumo e eles dizem que o “procedimento” é este. Ou seja: pagar e esquecer. Recorri a Anatel. Protocolo feito vou aguardar. É nosso pensamento cancelar esse “roubo”, mas, para isto temos que pagar algo em torno de R$ 400,00 de multa.
Ainda sobre a loja, meu filho solicitou um número fixo. Instalado pela OI FIXO o número já está instalado desde março, sendo divulgado em marketing e outros procedimentos de propaganda. Ontem, vi uma moça distribuindo o novo catálogo da Guiatel e na loja de meu filho, não entregou. Indaguei por que, e a mocinha me disse que não consta na lista o nome da firma/loja. Liguei para o atendimento da OI FIXO e lá a atendente me informou que, no ato do pedido de instalação foi solicitado não constar na lista. Ora, como uma loja que precisa ser divulgada faz um pedido desse?
A atendente, notando a gravidade do fato me disse que a partir desse mês e até um ano, a linha receberia um bônus de 80 minutos mensais como forma de se redimir. Mas, não vamos ficar por ai. Vejam o prejuízo que a falta de citação em uma lista telefônica causa a uma loja. Claro (hic) que já acionamos nosso advogado para entrar contra a empresa pedindo pagamento de danos.
O País vive esse drama. As operadoras fazem o que querem. As Agências reguladoras fingem proceder a medidas e nada acontece. A Justiça, amparada por leis mal escritas, dá amparo a esses crimes. E o pobre mortal brasileiro, precisando desses serviços, vai sendo ludibriado, roubado, sacaneado. Sem contar os “teatrinhos” de alguns togados.
Eu não desisto mesmo correndo o risco de novo infarto, pois é difícil travar um diálogo com os pobres despreparados atendentes de call Center de operadores. Continuarei reclamando e denunciando. O País deveria fazer o mesmo. Se todos fizessem, teríamos muitas mudanças a nosso favor.









