Em defesa do comércio local – A vergonha das Feiras Externas
Não é de hoje que tenho notado que, volta e meia temos uma feira vinda de fora, que usa um final de semana e que prejudica em muito nosso comércio. Roupas, móveis, couro. Nos dois últimos meses, tivemos três delas, sendo que a tal da Feira de Itaipava, se repetiu.
E tudo que é ruim para a cidade com a conivência das autoridades, vai se ajeitando. Chamam em alguns casos de impunidade ou incentivo ao errado.
Acabo de ver um anúncio de que a tal Feira de Itaipava agora será permanente: toda terça no Círculo Militar, na Avenida Rio Branco. Isso mesmo: em pleno centro da cidade.
Que vergonha!
Ficam algumas perguntas:
- O que a Prefeitura impõe a essas feiras para receber um alvará? Deve ser pelo menos, a mesma coisa que se exige de um pobre candidato a comerciante. Se pede de tudo: busca, visita do fiscal para julgar se o lugar serve ou não, certificado de Bombeiros e etc,etc,etc. E tudo é bem complicado. Qualquer coisa, “cai em pendencia”.
- As dependências do Círculo Militar sofreram vistoria para saber se tem condições de ser Ponto Comercial?
- Com uma inflação anual que beira os 12% (segundo palavras oficiais), nós pobres comerciantes, pagamos cinco por cento somente para a prefeitura (ISSQN). E as feiras, pagam o que? Quantos por cento? Quem controla as vendas?
- Quando compramos mercadorias em outros Estados, pagamos a diferença do ICMS. E as feiras, como entram com mercadorias do Rio para Minas?
- Qual o papel da Receita mineira nesses casos de feiras?
Agora, as perguntas mais contundentes:
- Onde está a tal Associação Comercial que diz cuidar da política a favor do comércio local? Será que só sabe organizar almoços mensais?
- Onde está o SINDCOMÉRCIO que tem uma diretoria competente em muitos aspectos, mas que também deixa a desejar na hora de nos defender?
- Cadê a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL?
- Onde estão os nobres vereadores que não fazem essas perguntas à Prefeitura e as tais entidades que defendem (sic) o comércio?
Feira de Itaipava permanente. Isso é mais que uma vergonha. É um deboche aos comerciantes da nossa cidade.
Em tempo: Círculo Militar: que belo exemplo, hein?
Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso? Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam “espertamente” desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos. Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei (mais uma?) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc. de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos. VEJAM O ABSURDO: Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro? Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! VOCÊ JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO? Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a “Grande Sacada” dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais ca ros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos. VEJA ESTE EXEMPLO:





