
Complemento esta matéria com nota publicada hoje na coluna do César Romero da Tribuna de Minas.
Acabo de receber do site COMUNIQUE-SE, a seguinte matéria de autoria da equipe de redação:
Um estudo realizado pelo Instituto Vox Populi, encomendado pela Máquina da Notícia, aponta que o rádio e a internet são as mídias que despertam mais credibilidade entre os brasileiros. Em uma escala de 1 a 10, o rádio conquistou a maior nota (8,21), quase empatando com a internet (8,20), seguidos pela TV (8,12), jornal (7,99), revista (7,79) e redes sociais (7,74).
A pesquisa mostrou que as mídias apontadas pela credibilidade não são necessariamente as mais acessadas, já que a TV é vista pela maioria dos respondentes (99,3%), seguida por rádio (83,5%), jornal impresso (69,4%), internet – sites de notícias e blogs de jornalistas – (52,8%), revista impressa (51,1%), redes sociais – Twitter, Orkut, Facebook, etc – (42,7%), a versão online dos jornais impressos (37,4%) e a versão online das revistas impressas (22,8%).
Seria interessante que grande parte dos empresários de Juiz de Fora e seus pseudos publicitários (que nada mais são do que corretores de propaganda a serviço de veículos, que oferecem mais comissão/bonificação e nunca cuidam dos interesses do cliente), tivessem contato com esses dados, para que valorizassem o rádio e a internet, conforme esses veículos merecem. Alguns chegam a blasfemar que rádio AM, ninguém ouve.
Certa vez, no Rio o proprietário de uma loja de eletrodomésticos na baixada fluminense, me disse isso. Eu, bem mais jovem e ainda sem equilíbrio emocional compatível, apenas pensei: “ah…é?” Foi logo meu programa na Rádio Ipanema entrar no ar que falei: “os primeiros 10 ouvintes que forem na loja tal vão ganhar um liquidificador”. Passados alguns minutos, o telefone toca. Quem era? Ele mesmo, o tal empresário, louco de raiva, aos berros me chamando de irresponsável, bandido e coisa e tal. Teve que pedir ajuda policial para conter a multidão. Apenas rí.
Moral da história, depois da ameaça de um processo, se tornou um cliente e fã incondicional do rádio e um grande amigo que até hoje me consulta. Se algum empresário de Juiz de Fora tiver vontade de experimentar…….. risosss.
Na última segunda, com um grupo de alunos do quarto período de comunicação da Estácio de Sá, debatiamos a questão do fim das emissoras praticantes do rádio jornalístico e prestador de serviços na cidade. Fui indagado sobre como ficaria a situação de Juiz de Fora. Não tive outra alternativa: pior não pode ficar.
Será que a rádio da família Aragão ficará eternamente transmitindo maior parte de sua programação do Rio e São Paulo com a Rede Rádio Globo? Será que o Dr. Juracy não voltaria a atuar com sua Solar liderando a cidade com rádio extremamente prestadora de serviços ou até mesmo não transferiria o canal para outro grupo? Será que a Capital continuará nas mãos de evangélicos que não prezam nem a qualidade do som? Será que Juiz de Fora não receberá um braço da Rede Record de Rádio que terá em cada praça, duas emissoras: uma evangélica e outra comercial? Será que a rádio de Santos Dumont não passaria a ser produzida aqui, depois que seu sinal começou a abranger toda Juiz de Fora? Enfim, é um jogo de serás.
Ou será que no futuro/presente acontecerá a fusão dos dois veículos? Não creio, por enquanto. Acredito que o futuro/hoje seja a Internet. Mas, não posso abandonar a máxima que “o povo não vive sem rádio”.
O futuro a Deus pertence, já dizia vovó.
Eu, apaixonado pelo rádio e ainda tendo nas veias ensinamentos dos grandes e verdadeiros “homens do rádio” (Brunini, Mário Luiz, César de Alencar, Alfredo Raimundo), ainda guardo esperanças. Pior não ficará!
Juiz de Fora hoje tem duas equipes de profissionais prontas para assumir duas emissoras. Equipes completas passando por jornalismo, programação e esportes, chegando a bons diretores. Todos altamente gabaritados. Mas, o outro lado da moeda diz que eles tem que ficar calados. Em outras atividades.
Ou o “sistema” tem interesse que eles se calem?
Que falta faz Zé de Barros, Sérgio Rodrigues, Marcelo Juliane, Maurício Menezes, Cláudia Figueiredo, Wilson Cid, Natálio Luz, Francisco Canalli, Paulo César Magela, Pitangal e Pitangui, Glauco Fashesber e muitos outros do mesmo nível. Alguns não venho a citar pois estão no ar. Desses, vários se enquadrariam neste timaço de primeira.
Mas, como dizem por ai: “sou brasileiro e não desisto nunca!”
ATENÇÃO: Saiu hoje na coluna do César Romero da Tribuna de Minas:
Coube ao rádio, único meio de comunicação disponível à maior parte das pessoas em meio ao blecaute, informar e alertar para os riscos de se ficar nas ruas.
Captadas nos automóveis e nos aparelhos portáteis a pilha, as emissoras chegaram a transmitir recomendações do Governo para que as pessoas não saíssem de casa para evitar uma possível violência.