História
José Carlos Oliveira nasceu em Nova Friburgo no dia 13 de janeiro de 1957. Filho de família humilde foi criado, com muito esforço, e estudou em bons colégios como o tradicional Colégio Anchieta, dos Jesuítas.
Aos nove anos já se encantava com as transmissões radiofônicas. Com a ajuda de um pequeno toca-discos de plástico, um alto-falante, amplificador e microfone doados por um vizinho radioamador, e com discos de acetato contendo anúncios comerciais que ele apanhava na rádio local, fazia no quintal de casa a sua emissora e “viajava” no sonho de um dia se tornar um radialista.
Aos 13 anos começou a freqüentar a Associação Cristã de Moços de Nova Friburgo e ali deu início aos primeiros passos no rádio. Foi escolhido para participar do rodízio entre as pessoas que liam na rádio local, a “Oração da Ave-Maria”, programa que ia ao ar às seis da tarde. José Carlos ficou com a incumbência de ler a oração às quintas-feiras.
De lá para cá não mais parou. Com quatorze anos começou a trabalhar como locutor em uma empresa de propaganda volante. Fazia gravações de anúncios para carros de som e apresentava festas públicas como desfiles de aniversário da cidade, paradas cívico-militares, entre outras. Sem contar festas tradicionais religiosas e exposições agro-pecuárias de cidades vizinhas (Cordeiro, Cantagalo, Bom Jardim, entre outras).
Na Rádio Sociedade de Friburgo, chegou a fazer várias vezes cobertura de férias de alguns apresentadores. Mas, o proprietário da emissora não lhe dava chance alegando ser José Carlos era ainda “muito criança” para tamanha responsabilidade. Mas, não desanimava, mesmo faltando apoio da única emissora da cidade. Ouvia os programas irradiados da capital e se deslumbrava especialmente os das rádios Globo, Tupi, Nacional e Jornal do Brasil. No seu íntimo sabia que, um dia estaria em uma delas.
Em uma das festas que apresentava, foi convidado pelo publicitário João Pecegueiro do Amaral para fazer um teste na Rádio Nacional e com 17 anos, lá estava na grande emissora, como locutor noticiarista.
Algum tempo depois conheceu um dos ídolos e que viria a ser um dos seus grandes mestres: César de Alencar – figura ímpar na história do rádio brasileiro. César, que dirigia a Rádio Federal de Niterói-RJ, convidou José Carlos para cobrir período de férias de um comunicador da casa.
Um ano mais tarde, o grande comunicador de todos os tempos, retornou à sua emissora de origem – Nacional. Como gostava de apresentar o programa auxiliado por outro comunicador, convidou José Carlos Oliveira para que estivesse ao seu lado na nova fase do Programa César de Alencar. Com isso, o jovem
comunicador começava a se projetar no rádio carioca.
Paralelo ao seu trabalho na Rádio Nacional com César de Alencar, José Carlos também foi locutor da Rádio Nacional FM.
Em 1981, com a ida de outro grande mestre de sua carreira, Raul Brunini para a Superintendência da RADIOBRÁS, assumiu a Direção Artística na Rádio Ipanema. A emissora, em sua gestão e, com as modificações implementadas por ele, saltou da décima-primeira colocação para a quarta, passando em diversos horários a emissora principal da rede – Nacional AM.
Foi o produtor artístico do show comemorativo dos 50 anos da Rádio Nacional onde duas dezenas de grandes nomes da música brasileira se apresentaram no Clube Sírio e Libanês.
Em dezembro de 1986 assumiu a Superintendência da Rádio AM O DIA – emissora do destacado Jornal O DIA. Promoveu ampla modificação na programação e no jornalismo da emissora e direcionando sua programação para os enfoque do Grande Rio, em especial a Baixada Fluminense.
Em 1989, já casado e com dois filhos menores, preocupado com a violência na “Cidade Maravilhosa”, e já fazendo
parte da equipe do Sistema Globo de Rádio, solicitou ao diretor geral Mário Luiz Barbatos, sua transferência para a Rádio Globo Minas em Belo Horizonte. Aguardou um ano para que modificações acontecessem e pudesse então, se transferir para Minas.
Neste meio tempo passou rapidamente pela Rádio Tupi onde lia os noticiários noturnos (Sentinelas da Tupi e Meia Noite) e cobria folgas de alguns apresentadores nos fins de semana. Foi neste ponto que outro grande mestre de sua carreira – Alfredo Raimundo viu em José Carlos condições de se tornar um grande comunicador. E fez até planos para o jovem. Mas, José Carlos, irredutível, não arredou pé e no ano seguinte já estava em Belo Horizonte.
Mas, a exemplo das outras emissoras, Alfredo Raimundo fez questão de dizer, que mesmo descontente com a decisão, as portas da Rádio Tupi estariam sempre abertas para José Carlos.
José Carlos permaneceu na Rádio Globo de Belo Horizonte três anos. Em 1993 a rádio se transformou em CBN mudando toda a sua estrutura.
Pelas mãos do jornalista e amigo Hélio Costa foi para Juiz de Fora onde ingressou na Rádio JF-AM, só se afastando para assumir o Programa Mesa de Debates da TVE (emissora do mesmo grupo)
Em 1998 recebeu da Câmara de Juiz de Fora o Título de Cidadão Honorário. Moção aprovada por unanimidade.
Em 2003 recebeu da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil a comenda Benjamim Colucci.
Em setembro de 2005 recebe, pela segunda vez, um convite da diretora Elizabete Carvalho, para se transferir para a Rádio Solar, emissora líder de audiência da região.
Convite aceito estreou em fevereiro de 2006 na apresentação de um dos maiores e mais tradicionais programas da emissora – RÁDIO VIVO. O programa também faz parte dos ensinamentos aproveitados nesta carreira por José Carlos Oliveira.
ESCREVENDO
José Carlos Oliveira começou no jornalismo impresso aos 13 anos. Após uma rápida passagem na condição de “foca” do Jornal da Serra, recebeu uma pauta para levantar a questão dos menores abandonados em Nova Friburgo. Foi uma série de seis edições onde abordou a presença dos menores nas ruas, as famílias, a visão das autoridades no assunto e especialmente os caminhos a se percorrer e mudar este quadro que se arrasta até os dias atuais.
Passou ainda pela redação do Jornal A Voz da Serra, incentivado pelo seu fundador Américo Ventura. Se encantava com os tipos de letras nas composições e especialmente com a força de penetração da mídia junto à população. Ainda hoje tem este encanto quando vê nas ruas, alguém lendo algum artigo de sua autoria.
Ainda em Nova Friburgo fundou e editou o Jornal InForma, aproveitando o início do crescimento da informática. Já residindo em Juiz de Fora fundou em abril
de 2002 o Jornal da Terra, do bairro São Mateus. Suas páginas são dedicadas aos movimentos comunitários da região, reivindicações e vida social do bairro que possui cerca de 35 mil habitantes.
No dia 31 de março de 2006 assumiu a Diretoria de Relações Públicas do Cascatinha Country Club, implantando a Diretoria de Comunicação e ampla reforma na comunicação visual e informática da entidade.
TELEVISÃO
Em 1978, José Carlos Oliveira foi contratado como Locutor de Cabine da Rede Globo de Televisão. Naquele mesmo ano já gravava comerciais com destaque para a campanha da Rede na Copa do Mundo de 78.
Nesta época o plantão do Jornal Nacional, quando da necessidade de divulgar uma edição extraordinária era feita pelo locutor de cabine de plantão. Colocava-se o slide do “JN” e o locutor lia a notícia. Foi o que aconteceu às 17h14 do dia seis de agosto de 1978. A voz de José Carlos anunciava na Rede Globo o falecimento do Papa Paulo VI. José Carlos guarda até hoje o texto original.
Permaneceu na Globo até 1982 quando foi convidado para ser o primeiro locutor de cabine para toda a rede da recém inaugurada TV Manchete. Sua voz era ouvidas por todas as emissoras próprias e afiliadas nos encerramentos de todos os programas.
O grande destaque na carreira de José Carlos na área de televisão aconteceu em Juiz de Fora. Debatedor do Programa Mesa de Debates da TVE, quando do falecimento do jornalista José Carlos de Lery Guimarães, assumiu a titularidade do programa e durante seis anos foi o produtor e apresentador.
Foi neste programa diário de televisão que José Carlos se tornou conhecido na cidade e conquistou a credibilidade pessoal e profissional que mantém até hoje. O programa, sob seu comando, tinha a participação de figuras representativas da sociedade, do jornalismo e da educação. Diariamente eles debatiam os principais temas do dia.
Maduro, vivido, experiente e ainda aprendendo sempre. Seu trabalho prossegue. Sua luta continua. E com a ajuda do Mestre Supremo, novos desafios irão surgir, não só no rádio, na TV, Jornais e em outros segmentos onde poderá sempre colocar em prática toda este somatório de experiência e vida.






