Boa vida

Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que,realmente, vale como principal.

Foram colocadas20 regras de vida em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem os experts em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:
Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou.
Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.
Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão.
Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido.
O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:
Você é o que se fizer.

Mulher mineira

Nossa ouvinte Rita Testa nos enviou esta crônica. Pena não sabermos o autor. Ótima.

Gostaria muito de poder encontrar palavras para dizer do orgulho que sinto
de ser mineiro.
Meus pais não poderiam me dar um presente melhor.
Se existir outra vida, quero nascer mineiro de novo.
Mas tem uma coisa que eu gosto mais do que ser mineiro: namorar as mineiras.
Mineira não usa perfume e cheira gostoso demais.
O jeito irresistível que a mineira tem para conversar no portão, sem encarar
nos olhos e mexendo com os botões da nossa camisa é que nos conquista.
Essa sabedoria não se aprende na revista Capricho nem nos livros de
auto-ajuda.
Joaquim da Mata, o Velho Quincas, filósofo dos cafundós de Minas, quando
compara o jeito de ser de uma mineira com o de outra mulher, afirma que a
“deferença” está no preparo.
O “caldinho” que envolve a mineira e dá a ela este jeitinho tão gostoso foi
preparado em panela de ferro num fogão à lenha.
Mineira não mente, conta lorota.
Não paquera, espia. Não fica bonita, nasce formosa.
Mineira não curte um som, ouve música. Não fala, proseia.
Mineira não come estrogonofe, mas adora um picadinho de carne.
Não faz crediário, compra fiado. Mineira não transa, faz amor.
Não fica pelada, mostra as “vergonhas”. Não erra, comete engano.
Mineira não chupa cana, toma garapa na beira do engenho.
Não liga pra ninguém, mas telefona pra todo mundo.
Mineira não trai marido: escorrega na rua.
Mineira ama diferente. Flerta de longe, promete com o olhar e cumpre tudo o
que nos deixou sonhar e não precisou esclarecer com palavras.
Ela sabe que amor não é pra discursar, é pra fazer.
Ama com os olhos, com as mãos, com o sorriso, com os gestos. Mineira ama com
o corpo inteiro e com toda a sofreguidão da alma.
Conhecí muitos tipos de brasileiras. Faceiras, trigueiras, formosas,
poderosas, aditivadas, turbinadas, loiras, morenas, mulatas, cafuzas, todas
bonitas, mas lhes falta essa brejeirice das mineiras, essa paciência de
tecer sem pressa uma teia de aconchegos e mimos, de lembranças e
sorrisos,que nós das Gerais tanto apreciamos.
Existem coisas que já nascem com a mulher e muitas destas coisas estão
diretamente ligadas ao lugar.
Mineira faz doce como ninguém neste país. Quem já provou doce de cidra ou de
leite feito por mineira, sabe o que é bom. Goiabada e marmelada, então, nem
se fala.
Mineira estuda menos e ensina mais porque o que há de importante ela já
nasceu sabendo.
Mineiras se embelezam com bijuterias e ofuscam o brilho de jóias raras.
Vestem-se de chita e ficam bonitas, porque mineira não segue moda: faz moda.
Mineira não usa tênis, enfeita as alpercatas
Mineira vai à igreja, assiste missa, comunga, mas por via das dúvidas toma
um passe no centro espírita e joga rosas vermelhas pra Iemanjá no córrego de
frente à horta. Sabe que são misteriosos os caminhos que levam às graças de
Deus.
Também faz política, porque sempre sabe distinguir o certo do errado.
Escondida por trás da simplicidade de toda mineira está uma guerreira pronta
pra lutar pelo Brasil.
Dizem mesmo nas Gerais que é a mulher quem ensina o homem a ficar rico.
Mineira não é feminista: é feminina. Pra que lutar contra os homens, se todo
o poder está nela?
Mulher, quando casa com homem rico, vira madame. Mineira vira esposa

A flauta mágica

Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo: Um dia podem falhar…
Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro lhe entregou uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caçada, convidando dois outros amigos caçadores para a África.
Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre.
De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre que já estava próximo de um de seus amigos, começou a dançar.
Foi fuzilado a queima roupa. Horas depois, um sobressalto.
A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore.
Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se, ficando manso dançou.
Os caçadores não hesitaram e mataram-no com vários tiros.
E foi assim, a flauta sendo tocada, animais ferozes dançando, caçadores matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente, um leão faminto.
A Flauta soou, mas o leão não dançou.
Ao contrário, atacou um dos amigos do Caçador flautista, devorando-o.
Logo depois, devorou o segundo.
O tocador, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum.
O leão não dançava.
E enquanto tocava e tocava o caçador foi devorado.
Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles “falou” com sabedoria: – Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem o surdinho.

· Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo: Um dia podem falhar…
· Tenha sempre planos de contingência.
· Prepare alternativas para as situações imprevistas.
· Preveja tudo que pode dar errado e prepare-se.
· Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.
“Cuidado com os leões surdos”.

Bolinha de papel

Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio

Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo,
tinha raiva e na menor provocação, explodia magoando meus amigos.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa e dizendo: Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
Agora voltou a dizer-me, deixe-a como estava antes.
É óbvio que não pude deixa-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de dobras.
Então, disse-me o professor:
O coração das pessoas é como esse papel… a impressão que neles deixamos será
tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.
Quando sinto vontade de estourar, lembro deste papel amassado.
A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais.
Alguém disse, certa vez:

“Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio”.