O ovo da vida ou a Vida do ovo

 

Tem muita vida que nasce de um ovo,tem ovo de todos os tamanhos e vida de todos os jeitos. Mas o que será que nasce de um ovo de páscoa?

Isso eu não sabia e fui perguntar a todos que encontrava pelo caminho.
Para dona Galinha: é ovo gorado, ovo falso, falsificado! Já para dona Coruja: é claro que nascem corujinhas.
No meio do caminho encontrei uma cobra e fui logo perguntando: o que nasce de um ovo de páscoa? E logo respondeu: “Cobrinhas ora!”
Eu fui dormir chocando esses pensamentos. No dia seguinte, nasceu na minha cabeça a idéia de procurar a dona Coelha na sua casa. Afinal ela devia saber tudo sobre ovos de páscoa.
Quando cheguei à linda casa da dona Coelha, ela cantava com toda sua família eu cheguei junto dela já falando:
-Desculpe, dona Coelha eu andei por aí perguntando o que nasce de um ovo de páscoa e ninguém soube me responder direito, até agora.
Dona Coelha sorriu sabiamente, respondendo:
-Cada pessoa põe no seu ovo de páscoa um pouquinho da sua vida.
Eu continuei sem entender nada e ela continuou explicando:
- o que cada pessoa coloca dentro do ovo de páscoa nasce. Nossa amizade, nasce carinho, felicidade, amor, alegria, etc.
Dona Coelha recomeçou a cantar com sua família e eu sai de lá carregada com ovos de páscoa. Quando cheguei em casa peguei os meus cartoões de páscoa para mandar junto com os ovos.
Fui escrevendo tudo o que sentia que estava nascendo do meu coração para cada uma das pessoas.
Nasceu carinho, amor, alegria, fraternidade, bondade, amizade, fé etc.E quando pendurei os cartões nos ovos de páscoa, parecia que cada ovo brilhou cheio de vida.

(Autor Desconhecido)

QUE RECHEIO VOCÊ TEM COLOCADO DENTRO DOS SEUS OVOS DE PÁSCOA?

O meu para vc vai cheio de carinho,amor amizade,companheirismo,votos de felicidades,e desejo de muito sucesso,etc e desejo que assim como Cristo você renasça a cada dia deixando para trás todo o desânimo,tristezas e dores.

Tenha assim uma páscoa abençoada…

Onda andará ?

Vejam que post interessante do excelente blog “Querido Leitor” da Rosana Hermann. Trata-se de uma nova campanha que a BR Press lançou no Dia Internacional da Mulher, que tem como objetivo encontrar uma mulher, que ainda criança negou um aperto de mão ao general Figueiredo, em foto célebre de Guinaldo Nikolaevscky. A foto simboliza o início da abertura política no Brasil.

A foto é realmente histórica e genial!!

(BR Press*) – Algumas imagens “falam” por si sós. É o caso desta foto de Guinaldo Nicolaievsky, que desafiou a ditadura militar com uma birra de criança – uma menina de muita personalidade, que se negou a apertar a mão do então presidente, general João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918-1999), mesmo sob insistência dos fotógrafos. Neste Dia Internacional da Mulher, a BR Press lança a campanha Quem É Esta Garota? e procura a menina da foto – que, quase 30 anos após o início do governo Figueiredo, em 1979, também simboliza o início da abertura política no Brasil.

Esta menina – hoje mulher – deve ter boas recordações de sua rebeldia. Ela não parecia convencida de que Figueiredo daria continuidade ao projeto de abertura com a Lei de Anistia, aprovada em agosto de 1979, que, apesar das restrições e de ter anistiado torturadores e assassinos a serviço da Segurança Nacional, permitiu aos exilados, presos políticos e parlamentares cassados desde 1964, a saída da clandestinidade.

E foi a presença de espírito deste repórter fotográfico veterano e admirado que é Guinaldo Nicolaievsky, então à serviço de O Globo, em Belo Horizonte, a força motriz deste registro solene do poder feminino imposto mesmo aos, digamos, 5 anos de idade. Quanta atitude! Quanta dignidade! Quanta bossa e quanta graça!

Com a palavra, o autor da sensacional imagem, em descrição ao blog Picturapixel:“Lançamento do carro à álcool em BH. A imprensa mineira e a nacional estavam presentes e um grupo de crianças foi levado ao Palácio da Liberdade para cumprimentar o presidente Figueiredo. Deu zebra: a primeira da fila negou o aperto de mão ao Presidente da República, apesar dos pedidos dos fotógrafos. Percebi que não aconteceria o aperto e fotografei.”Guinaldo Nicolaievsky continua e aqui vem a melhor parte da história: “Corri para a redação para revelar e transmitir a foto para o Rio. Para minha surpresa eles não publicaram a foto! Desconfiaram! Queriam o “cumprimento”. Fui ameaçado de dispensa caso não entregasse o fotograma. Foi exigido que mandasse o filme sem cortá-lo no primeiro vôo para o Rio. O que foi feito. Não publicaram nada… resolvi por minha conta, mandar para outros veículos, que publicaram com destaque até no exterior.”

Quem souber do paradeiro da “menina” que negou a mão ao general ou caso ela mesma se depare com esta reportagem, favor entrar em contato com pauta@brpress.net .

Sexta Feira Santa

Semana Santa, tempo da misericórdia do Pai, da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo.

Esta semana chama-se Santa, porque nos introduz diretamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Cada um destes acontecimentos tem um conteúdo eminentemente profético e salvífico.
O fiel cristão verdadeiramente apaixonado por Jesus Cristo não pode deixar de acompanhar ativamente a Liturgia da Semana Santa. Infelizmente, a maioria dos católicos tem outras preferências na semana mais santa do ano.
Nós queremos acompanhar os passos de Cristo e sentir de perto o que vai acontecer a nosso melhor Amigo e Salvador, procurando sentir o que Jesus sentia em seu coração, ao se aproximar a Hora decisiva de glorificar o Pai. Ele viveu esses dias com mansidão e serenidade na presença do Pai. Seu coração estava inundado por uma imensa ternura para com todos os filhos e filhas de Deus dispersos.
Mostremo-nos, pois, solidários a Jesus. Passemos esta última semana de sua vida terrena com Ele, num último gesto de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e contemplação profunda, de modo que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente novo para nós.
A Sexta-feira Santa é o grande dia de luto para a Igreja. Não há Santa Missa, mas celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Vivamos este dia em clima de silêncio e de extrema gratidão, contemplando a morte de Jesus na cruz por nosso amor.
O Sábado Santo é dia de oração silenciosa e de profunda contemplação junto ao túmulo de Jesus. São horas de solidão e de saudade… É ocasião para acompanharmos Nossa Senhora da Soledade e as santas mulheres junto ao túmulo de Jesus, sentindo com elas a medida do amor que Cristo suscita nos corações que O conhecem de perto.
A Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, na qual a Igreja espera, velando, a Ressurreição de Cristo, compõe-se da liturgia da Luz, da liturgia da Palavra, da liturgia Batismal e da liturgia Eucarística.
A participação no Mistério redentor de Cristo leva-nos a ser no mundo descrente testemunhas autênticas da ressurreição de Cristo. Não podemos retardar o anúncio da ressurreição. A alegria de Cristo ressuscitado penetre nosso ser, domine nosso pensamento, tome conta de nossos sentimentos e ações. Precisamos de gente que tenha feito experiência da ressurreição. Existe uma única prova de que Cristo tenha ressuscitado: que as pessoas vivam a Sua vida e se amem com o amor com que Ele nos ama…

Guiados pela luz do círio pascal, e ressuscitados para uma vida nova de fé, esperança e amor, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição do Senhor Jesus.Que a Mãe do Ressuscitado nos aponte o caminho para Jesus Cristo, nosso único Salvador.

Amor de verdade

O amor de verdade é para ser praticado e não só para ser lembrado.
Martin era um sapateiro em uma vila pequena.
Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.
Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.
Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.
Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se ele viesse a sua casa. De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia:
“- Martin! Olha para a rua amanhã, pois eu virei.”
Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau. Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua. Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.
Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte. Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa.
Enquanto comia, ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.
Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.
Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar. Serviu-lhe cháquente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus. O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.
O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa. Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou:
“-Martin, você não me conhece?”
“-Quem é?”, perguntou o sapateiro.
“-Sou eu” disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.
“-Sou eu” tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.
A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava aberto:
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes.” No fim da página, ele leu: “quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes.”
E Martin compreendeu que o Cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o recebera bem.