O voto dos jovens
Segundo matéria publicada hoje na Tribuna de Minas o desencanto dos jovens eleitores preocupa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para se ter uma idéia, em Juiz de Fora, os adolescentes de 16 e 17 anos correspondem a apenas 1,01% do total de votantes. Dos 359.548 títulos cadastrados na cidade até setembro deste ano, apenas 3.664 estão nessa faixa etária.
O percentual é menor que a média detectada no estado, onde 1,31% dos 13.669.403 eleitores têm menos de 18 anos. Tão preocupante quanto essa baixa adesão quando o voto é facultativo, está o declínio no número desses jovens eleitores. Em 1992, esse grupo representava 1,46% do total de votantes. Se a queda registrada em 15 anos foi de apenas 0,45% e, em números absolutos, tenha permanecido praticamente estável, por outro lado o município sempre esteve aquém no número de votantes de 16 e 17 anos. Na avaliação do cientista político Paulo Roberto Figueira, o desinteresse em participar do processo eleitoral está atrelado à má imagem pública da atividade política.
Nossos jovens precisam deixar em casa adornos de nariz de palhaço e tintas para a pintura de rostos, não participar de invasões de reitorias e manifestações relacionadas a assuntos que mal sabem por que estão alí e se envolver ativamente no debate político. Eles, têm inteligência para saber identificar pessoas de bem que estão fora e poderiam ser as peças necessárias para a mudança deste país. Toda melhora e oxigenação da política também passa pelas mãos de nossos jovens através do voto.





