Rouba mas faz (ou não faz ?)

O recente escândalo de corrupção no Brasil que levou à demissão do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, provocou uma crescente indignação popular com a classe política num País “onde a frase ‘rouba, mas faz’ é comumente usada como sinal de aprovação”, afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.


A reportagem observa que “o escândalo é mais um de uma série de acusações de corrupção no alto-escalão a atingir o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Mas o jornal comenta que, ao contrário do principal escândalo de corrupção a atingir o governo no primeiro mandato de Lula, pelo qual membros do Partido dos Trabalhadores eram acusados, desta vez ele atinge “tanto a oposição quanto membros do governo”.

No momento que se fizer uma “operação mãos limpas” no País e que até o Judiciário “corte na própria carne”, teremos um Brasil melhor onde o corrupto será punido e não apenas o ladrão de litros de leite.

Quando haverá punição ?

O inquérito criminal da Operação Navalha cita o suposto envolvimento do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), em fraudes a licitações e obras públicas. Segundo a PF, ele autorizou a execução de uma obra pela Gautama. A autorização foi dada após encontro com o dono da construtora, Zuleido Veras, apontado pelo inquérito como chefe do esquema.

Enquanto isto a Justiça continua expedindo alvarás de soltura para aqueles que a Policia Federal perdeu tempo em prender, especialmente os que têm títulos políticos.

Aqui, em Juiz de Fora, um “pobre coitado roubou de um supermercado no Manoel Honório, caixas de leite. Está errado ? – sim, muito errado. E onde ele está ? – na penitenciária que é lugar de ladrão (sic).